O MINIMALISMO DESCOMPLICOU A NOSSA VIDA

O Minimalismo entrou nas nossas vidas em um momento em que todo o excesso físico ou psicológico estava nos incomodando, a ponto de ser um entrave para nos sentirmos em paz e felizes.

No final de 2012, nos mudamos do apartamento pequeno de 53m2 para a casa de 150m2 que tínhamos comprado.

Queríamos mais espaço para para receber os amigos e família, para ter filhos e para tantas outras coisas. Porém como para a grande maioria de nós ter mais espaço significa ter mais coisas, fomos aos poucos ‘ocupando’ cada armário e cada cômodo da casa com coisas que não usávamos, que juntavam pó, e que exigiam de nós tempo para manutenção e reorganização.

Éramos o reflexo da nossa sociedade de consumo. Da mídia que nos fala repetidamente que quanto mais, melhor. Quanto maior, melhor. Quanto mais caro, melhor.

E com isso somos levados a acreditar que a nossa felicidade está no que possuímos.

Sem perceber, muitos de nós entram na onda de ‘comprar a felicidade’, e acabam se afogando em dívidas. Dívidas estas feitas para pagar pela tal ‘felicidade’.

"Há pessoas que acham que a felicidade é a posse de bens materiais. Como isso de fato produz uma felicidade que é muito rasa, porque ela é muito momentânea, muito episódica, muito veloz, a pessoa entra em um processo obsessivo de imaginar que essa consumolatria - a posse contínua de coisas - é que vai deixá-la feliz. E a deixa, isso sim, em um estado de ansiedade muito grande." (Mario Sergio Cortella, filósofo, professor e escritor.)

Ansiosos por natureza, como a maioria de nós, não tínhamos percebido que aquele ‘mundo de coisas’ que estávamos criando ao nosso redor estava aumentando esse sentimento de ansiedade.

Fomos então apresentados ao Minimalismo, através da palestra dos já famosos The Minimalists, Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus. Confira o vídeo abaixo.

A ideia de possuir apenas o essencial, aquilo que é realmente útil, passou uma sensação de paz e tranquilidade. Mas também de insegurança, porque o processo de entender que você não é as coisas que possui e que elas não definem a sua identidade, pode sim ser difícil e doloroso.

Passamos por um processo de autoconhecimento, de reflexão individual e conjunta, e começamos aos poucos a caminhar para uma vida com menos.

As pessoas tendem a confundir simplicidade com miséria, ter uma vida simples e com poucas possessões não significa ter uma vida miserável e triste, pelo contrário, significa ter uma vida mais rica. E nos referimos a riqueza de tempo, de experiências, e de qualidade de vida!

“Há mais alegria em possuir menos do que em perseguindo mais."  (Joshua Becker, do site Becoming Minimalist)

Depois de conhecer outras histórias de pessoas que se tornaram minimalistas, e aprender um pouco mais com cada experiência, fomos instintivamente nos livrando dos excessos.

Nossos armários passaram por uma avaliação geral, e tudo o que não usávamos foi doado, incluindo roupas, sapatos e acessórios.

Os eletrônicos que não tinham mais uso foram vendidos.

Os itens de decoração de casa em excesso também foram doados. (Nós tínhamos 4 tapetes para 1 sala e mais de 30 capas diferentes de almofadas para 8 almofadas em uso). Na cozinha colocamos em caixas todas as louças e utensílios que não usávamos no dia a dia. As caixas foram para a edícula, e o item guardado só voltava para a cozinha se sentíssemos muita falta dele. Resultado, 90% do que tinha sido colocado nas caixas foi doado.

Mas o hábito mais importante que criamos foi o de refletir antes de agir diante de cada desejo de compra, nos fazendo a pergunta: “Eu quero ou Eu preciso”?

Diariamente somos todos bombardeados com novos produtos e novas possibilidades de compra, e foi aprendendo a refletir sobre cada desejo, que deixamos nossos armários mais vazios, nosso saldo bancário mais cheio, e nossa vida muito mais leve!

Siga nossos Pés Descalços

Posts Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TOP
Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial